sábado, 30 de janeiro de 2010

A saga do capuccino

Yes, capuccino do Fran's, lá na Fnac da Barra. Não há nada de novo, mas gostei do lugar. Kopenhagen segue ganhando por enquanto.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

E lá vamos nós...

Idiota é idiota porque tem aplausos.


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Inutil até a alma

E era assim. Era ele. 40 anos com um corpinho formidável de 60. Mas tinha um talento nato: era um puta de um tarado safado. Qualquer mulher que ele visse, andava atrás. Não tinha tempo ruim para sua cabeça doente: era negra, branca, ruiva, amarela, azul, caolha, tetraplégica...sem preconceito. Sua vida era sempre meio lá, meio cá. Além de tarado, era cachaceiro, ficava o dia inteiro no bar do tião, quando não estava perseguindo um rabo de saia, é lógico. Agradar a Deus? Não. Nem ao diabo. Uma mistura de macunaíma, Jeca Tatu e outros tipos preguiçosos, como aquele grego que vivia num barril e diziam que ele era filósofo. Casado, sim senhor, religioso também, como se isso fosse motivo para ser uma boa pessoa.

O fato mais avassalador é que além de ser tarado (repetição pra enfatizar), sexo com camisinha era raro. Dava uma zica nele que chegava a coçar até ferir. Pura safadeza. Com isso, contraiu algumas pequenas doenças, tais como cancro e sífilis. Mesmo sabendo disso, continuava a contaminar a mulherada, que também pela ignorância e filha da putisse, não se cuidavam. Não citei, mas o caboclo tinha três filhas...e essas
filhas herdaram as qualidades venéreas que ele tinha. Sífilis é hereditário, fato. Das três, duas garotas tinham a cabeça torta, uma pra cada lado. A outra, caçula, era linda, mas tinha uma voz tão grave que afastava a maioria das pessoas. Uma pessoa pode estragar um ambiente que tinha tudo para ser saudável, como uma caixa de maçãs. E não ligam pra isso.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A mosca

Tarde da noite. Emergido até a cabeça em um trabalho complicado, seus olhos ardem em frente a tela do computador, quase sem piscar, para não perder nenhum detalhe. Contas, ângulos, loucura, sua profissão. Duas da manhã, "que dor na coluna", pensa ele. mas não pode parar enquanto não finalizar. Amanhã é a prova, o término de tudo, para o começo de sua ascenção. Mas um barulho atrapalha sua concentração, levando-o a se perder no meio de tantas telas em cascata.

"Barulho irritante...", resmunga. É uma mosca, porte médio, que entrou pelo basculante da janela do seu quarto e agora está zunindo feito louca pelo recinto, fazendo o desesperado indivíduo perder a paciência. Ele enrola uma revista nas mãos e está prestes a caçar a maldita, quando a mesma pousa em seu notebook. Fitando seus movimentos, seus olhos e os milhares de olhos do inseto parecem entrar numa sintonia, numa música só. Rapidamente a mosca cria um laço afetivo com o ser humano, uma espécie de "affair", coisa nunca vista antes...

A mosca cada vez chega mais perto, como se estivesse dançando. Por um momento diria que estava apaixonada. Começa a se roçar entre os pêlos do braço do homem, que a essa altura sua cabeça pensava em algumas coisas...nada como um bom motivo para participar de algo exótico.

A ingenuidade da mosca a leva à morte. É trancada pelo homem dentro de um pote de vidro acompanhado de Gertrudes, uma imensa aranha.


Bom jantar.



terça-feira, 13 de outubro de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Sutil

Dott acabara de pegar a ponte aérea que o levaria de novo para o caminho mais próximo do conforto de sua casa. "A semana foi longa", pensa ele, já que não parou por um minuto nesses últimos dias revisando seus textos, até finalizar seu querido trabalho, ovacionado por todos. Dott tinha medo de avião, mas estava tão cansado que esse desconforto era inútil ao seu sono. Pegou um livro de Stephen King e começou a delinear as palavras com os olhos, como um garoto observando o maravilhoso prato que sua mãe prepara para o almoço.

Do lado dele, havia um homem de aparência mais velha, olhos murchos, que vira e pergunta:

— O que você está lendo?

— O cemitério.

— Ah...King, não é?

— É. Estou relendo, acho a história bem interessante.

— Uhm, eu não gosto muito de literatura estrangeira, prefiro louvar os nossos queridos escritores brasileiros.

Nessa hora, Dott olhou para o livro que o homem carregava em seu colo e imediatamente retrucou:

— Fernando Pessoa era Português.

A aparência arrogante do homem e suas rugas encolheram, entrando na cadeira, enquanto Dott relia seu livro até adormecer.


domingo, 9 de agosto de 2009

Reels

Dois show reels legais, Sebastien Cannone e Robert Kaniszewski:










O reel do Sebastien achei maravilhoso, mas a junção do fundo musical do reel do "Rokkaboy" me chamou muito mais atenção.